Big Data
Você conhece e sabe usar big e small data?

Você conhece e sabe usar big e small data?

Informação é, sem dúvida, um instrumento fundamental para gerar análises que ajudarão na tomada de decisão em um competitivo e dinâmico mundo dos negócios.

 

E os subsídios para isso — os dados — são obtidos em diversos formatos e a partir de diferentes plataformas.

O objetivo número 1 das organizações é tornar essas informações um diferencial estratégico que traga vantagens competitivas. Para isso, é necessário um eficiente processo de mineração de dados e interpretações adequadas à realidade e ao perfil de cada negócio. Afinal, o grande volume de informações armazenadas em um extenso Data Center representa custos e, portanto, precisa gerar resultados.

Um bom primeiro passo, nesse sentido, é conhecer a diferença entre big data e small data. Entenda esses conceitos e saiba como obter bons resultados utilizando cada um deles da maneira certa.

O potencial do Big Data

Falar de big data não é algo novo se considerarmos a noção base de recolhimento e armazenamento de informação. O que fez com que o conceito ganhasse força, principalmente a partir dos anos 2000, foi a definição de critérios de volume, velocidade e variedade — os chamados 3 Vs. Por meio deles, categorizam-se o armazenamento e a análise dessa grande quantidade de informação gerada.

Na prática, o big data está relacionado à captura de informações quantitativas através de dados estruturados e não estruturados, capazes de revelar padrões de comportamento e mercado. As fontes são eventos, preferências e necessidades — todas originárias de sistemas de CRM, ERP, balanços, balancetes, relatórios de conjuntura de mercado e desempenho de concorrência.

Um cenário que costuma exigir a atuação de cientistas de dados e tecnólogos que atuam com tratamento e sistematização das informações é o contexto das máquinas e seu poder de processamento, que ainda não pressupõem os utilizadores finais — como bem sinalizam especialistas do marketing baseados em dados, como Allen Bonde.

A versatilidade do small data

É justamente aí entra que em cena o conceito de small data. Seu foco é qualitativo e se refere a conjuntos mínimos de dados, geralmente originários de fontes como pesquisas de satisfação, ouvidoria, relatórios de transações por período e redes sociais.

Ou seja: as verdadeiras montanhas de dados gerados como big data, após processadas e analisadas, ganham com o small data um caráter mais humanizado.

Essa característica faz do small data mais adaptável à realidade de diferentes tipos e tamanhos de negócio, na condução de seus data centers. Como destaca Allen Bonde, o small data gera informações organizadas e acessíveis de forma compreensível e capaz de gerar insights e ações de melhoria nas rotinas diárias de ação das equipes.

Embora pesquisas demonstrem que essa cultura de alimentação de dados esteja mais presente em grandes empresas nascidas na cultura dos KPIs — como Facebook, Google e Netflix —, é possível enxergar vantagens e potencialidade de aplicação do small data em negócios de pequeno e médio porte.

Entenda como usar

Ao investir na análise de dados como instrumento para formulação de uma boa estratégia de multiplicação de oportunidades e geração de negócios, é necessário, primeiramente, definir um claro problema a ser resolvido. Algo como “eu quero determinar o consumidor do meu produto”. Tendo esse objetivo básico, já é possível escolher quais dados serão chave para os planos operacionais de ação.

Outro ponto fundamental é disseminar o objetivo e os dados na rotina de trabalho, fazendo com que cada área e profissional aproveite esses insights para trabalhar na direção do desafio.

Em se tratando de recursos e infraestrutura de TI, o mercado oferece opções que devem ser avaliadas a partir da sua necessidade e do seu objetivo. O mesmo vale para as ferramentas que serão utilizadas em sua estratégia de small data. Mixpanel, Kissmetrics, GoodData, NetBase são exemplos de aplicações que permitem armazenar informações simples e valiosas, dando base a importantes análises para implementar ações práticas na organização.

É importante que sua estratégia esteja alinhada com as funcionalidades oferecidas pela ferramenta que você escolheu. Isso vai dar a base do desenvolvimento de uma estratégia de ação calcada em dados. Você pode avaliar, por exemplo, que tipo de alerta ou informação automática vai combinar com seu processo interno.

Então, se você busca aproveitar de verdade a geração de dados como estratégia para tomar decisões e melhorar a competitividade do seu negócio, lembre-se de que big e small data surgem como táticas complementares. Fique atento aos nossos materiais para receber outras informações valiosas para o seu negócio!