Gestão de riscos de TI: como lidar com as incertezas em PMEs
 

Gestão de riscos de TI: como lidar com as incertezas em PMEs

Precisa melhorar sua gestão de riscos de TI? Veja as melhores dicas para prever e mapear problemas que atrapalham o crescimento da sua empresa!

 

O ambiente empresarial está se tornando cada vez mais diversificado, assim como os projetos e processos utilizados nas empresas. Uma organização que deseja manter seu crescimento precisa saber que nem tudo dá certo e que inúmeros riscos podem atrapalhar o planejamento. É exatamente por isso que existe a gestão de riscos de TI.

Quem utiliza a gestão de riscos consegue prever e mapear os possíveis problemas que a empresa ou um projeto podem encontrar. Com isso, é possível criar estratégias para minimizar os danos e dar andamento à rotina empresarial.

Implementando a gestão de riscos de TI

Gerir riscos é mais do que somente saber que problemas podem e vão ocorrer. É uma prática que permite a melhoria contínua dos processos e evita o desperdício de recursos. Essa atitude também permite implementar ações de prevenção e correção. Ou seja, assim que um risco afetar o projeto, ele pode ser resolvido rapidamente.

Implementar a gestão de riscos de TI na sua empresa é essencial para aumentar a eficiência operacional e diminuir o desperdício! Conheça, agora, os passos que o ajudarão a completar essa empreitada:

1. Comunicação e consulta às partes interessadas

De acordo com a ISO 3100:2018, a gestão de riscos de TI precisa ser integrada. Isso significa que todos os setores da empresa devem estar envolvidos para realizar ações preventivas realmente eficientes.

O primeiro passo para começar a aplicar a gestão, portanto, é comunicar todos os envolvidos. Mesmo que eles não sejam do setor de TI, devem estar informados. Vale a pena também entender quais são os principais problemas de cada área, uma informação mais precisa quando vem diretamente dos profissionais.

2. Estabelecimento do contexto, do escopo e dos critérios

Inicialmente, não é necessário identificar riscos específicos, mas sim de grupos de riscos que podem acontecer. Durante essa etapa, é importante ter uma visão geral do projeto para conseguir identificar o escopo.

É possível usar uma análise qualitativa e quantitativa. No primeiro modelo, são estudados os riscos e probabilidades. No segundo, números, projeções e estatísticas a respeito deles.

3. Identificação dos riscos

Esse é o momento de identificar riscos específicos. É possível que o servidor sofra com ataques ou invasões? Existe a possibilidade de problemas no software utilizado? Falhas técnicas do hardware podem acontecer?

Todas essas informações são definidas e analisadas na fase de identificação dentro da gestão de riscos de TI. É importante realizá-la com cuidado porque será essencial para definir ações mais à frente.

Um detalhe importante: a gestão de riscos de TI envolve clientes e colaboradores. Assim, é importante identificar problemas potenciais para os clientes, mesmo que eles ainda pareçam um pouco distantes do projeto.

4. Análise dos riscos

Novamente, a análise dos riscos pode ser qualitativa ou quantitativa. O grande diferencial entre essa fase a anterior é a adoção de análises mais detalhadas sobre os riscos já definidos.

Durante a análise qualitativa, é preciso determinar qual é o impacto do risco caso ele afete a organização. Além disso, você precisará compreender qual a probabilidade de que o problema ocorra. Talvez uma invasão dos servidores seja mais provável do que falhas técnicas, um indicativo importante para a fase de planejamento de ação.

A análise quantitativa, por sua vez, estima os valores que esse risco trará de prejuízo para a empresa. Ou seja, ajuda a categorizar todo o potencial impacto.

5. Avaliação dos riscos

Ao chegar na fase de avaliação, você deve estar bem próximo da ação. Na verdade, está fazendo um planejamento de resposta caso os riscos identificados e analisados em todas as etapas anteriores ocorram.

As ações possíveis na gestão de riscos de TI vão desde prevenir completamente o problema até aceitá-lo e criar uma forma de lidar com ele. Tudo vai depender da gravidade do risco, sua influência na organização, nos clientes e os custos de prevenção.

Algumas vezes sai caro demais tomar medidas preventivas. Quem trabalha com servidores, por exemplo, talvez precise trocar todos os hardwares mais antigos para evitar uma falha técnica. Mas isso teria um custo bastante alto, e a empresa pode optar por contratar uma terceirizada que ofereça suporte quando a falha ocorrer.

Caso o problema esteja relacionado a ataques virtuais, a solução provavelmente é instalar softwares de proteção, como firewall e antivírus. Nesse caso, parece que a solução é adequada e tem um valor aceitável para evitar uma grande perda para o negócio e seus clientes.

6. Tratamento dos riscos

Tratar o risco é uma etapa razoavelmente simples: basta colocar os planos em ação. Conseguiu elaborar uma maneira de prevenir completamente os riscos? Está na hora de aplicar a receita e conseguir seus resultados.

7. Monitoramento e análise

Durante todo o procedimento de gestão de riscos de TI, é essencial monitorar e analisar as informações relacionadas ao projeto. São elas que dão base para as primeiras decisões e que ajudam a identificar os riscos inicialmente.

Após planejar e aplicar a contenção, o monitoramento também permite avaliar o sucesso das medidas. Além disso, quem acompanha a empresa corretamente também é capaz de identificar novos riscos e dar início ao processo outra vez.

8. Registro e relato

As normas da ISO 3100:2018 determinam que, além de planejar e conter problemas, a gestão de riscos também deve preparar relatórios para as partes interessadas. O documento é utilizado para comprovar as recomendações da gestão de riscos de TI e utilizá-lo em procedimentos futuros.

Perceba que sua empresa só tem a ganhar ao utilizar a gestão de riscos. Imprevistos acontecem, mas eles são muito menos danosos quando alguém está preparado para enfrentá-los!

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