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Big Data e LGPD: o que muda com a nova lei de proteção de dados

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) entrará em vigor no Brasil a partir de agosto deste ano. A nova lei vai impactar toda e qualquer empresa, de qualquer segmento, que lida com dados pessoais, por mais simples que sejam.

Nos últimos anos, a informação se tornou um ativo valioso para os negócios. Com o avanço da tecnologia, surgiu o Big Data, que transformou completamente o comportamento das empresas em relação aos consumidores, sejam eles pessoas físicas ou empresas.

E a LGPD, após começar a valer, deve mudar bastante o cenário atual, desde a coleta até a classificação, processamento, armazenamento e principalmente a utilização e transferência de dados.

Mas, antes de falarmos sobre as mudanças que estão vindo por aí, você precisa saber o que é Big Data.

 

O que é Big Data?

 

O conceito de Big Data refere-se a um grande volume de dados, estruturados ou não estruturados, que são gerados em toda a rede mundial de internet, a cada segundo, em todo o mundo.

Têm vantagem competitiva as empresas que conseguem coletar, armazenar e interpretar esse grande volume de dados, transformando tudo isso em informações valiosas para os negócios.

O principal objetivo de saber usar o Big Data é entender o comportamento, as necessidades e as preferências dos seus clientes para que as empresas tomem decisões mais assertivas e com foco no cliente.

Hoje, todos nós, consumidores que somos, geramos um grande volume de dados a partir de nossos smartphones, tablets, notebooks, desktops e outros dispositivos. Todas essas informações vão para o Big Data.

Com os dados gerados a partir de smartphones, tablets, notebooks, desktops e outros dispositivos, é possível cruzar dados e ter insights sobre os clientes, não apenas em relação às suas opiniões, mas também o que será tendência entre os clientes.

Saiba mais sobre Big Data aqui.

 

Apesar da LGPD não se aplicar apenas para big data, o manuseio de todo esse volume de informações vai mudar.

 

O que diz a LGPD?  

 

Sancionada em 14 de agosto de 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei Nº 13.709) regulamenta o tratamento dos dados pessoais, que são aqueles que identificam ou podem identificar um indivíduo.

A nova lei entrará em vigor a partir de agosto de 2020 e regulamenta formas pelas quais as empresas podem coletar e trabalhar os dados, sendo que a mais conhecida delas é através do consentimento expresso. 

A LGPD inspirou-se no GPDR (Regulamento Geral da Proteção de Dados da Europa) e chega em um momento oportuno, em que o Brasil quer e precisa se adequar aos negócios digitais, assim como já fazem os norte-americanos e europeus.

Alguns podem pensar que a LGPD é mais uma lei criada para aumentar custos e burocratizar processos. Porém, não é bem assim. A nova lei vai sim trazer benefícios para as empresas, mesmo que a longo prazo.

 

O que muda com a LGPD?

 

A informação vale ouro e os dados são o novo petróleo. A venda de bancos de dados é uma prática normal no mercado: empresas de todos os tamanhos e segmentos pagam para ter dados relevantes sobre seus clientes. Porém, com a LGPD, algumas coisas vão mudar.

Os dados são ativos indispensáveis nas campanhas de marketing e vendas. Para criar campanhas assertivas, a confiabilidade e qualidade das informações é essencial. Portanto, a LGPD chega não só para garantir a privacidade dos clientes, mas também das empresas.

Se adequando à LGPD, as empresas garantem não apenas compliance e segurança jurídica, mas também inovação no tratamento das informações e contribuem para a livre concorrência, além da portabilidade de dados.

Para as pessoas físicas, os grandes benefícios são a transparência no tratamento de suas informações pessoais e a possibilidade de os clientes permitirem ou não a coleta e uso de seus dados.

De modo geral, as três principais mudanças promovidas pela LGPD serão:

 

1. Consentimento dos clientes como a base legal mais conhecida para tratamento de dados

2. Esclarecimento sobre o uso das informações

3. Direito do usuário de remover/retificar seus dados pessoais

 

Saiba tudo sobre a LGPD aqui.

 

Como se adequar à LGPD?

 

Sua empresa já está sujeito à nova lei a partir do momento em que tem funcionários em seu quadro. Lembramos que a LGPD se aplica à utilização de dados pessoais, não necessariamente oriundos do business. De maneira inicial, caso o seu negócio tenha qualquer tipo de cadastro de clientes, ele estará sujeito à nova lei. Portanto, confira dicas de como se adequar e evitar sanções do governo como multas e outras penalidades.

 

Faça uma análise do cenário atual

 

Para não ser surpreendido após a vigência da nova lei, o ideal é que você realize um diagnóstico detalhado sobre a situação atual da coleta, armazenamento e uso dos dados pessoais de seus consumidores e clientes. Com todos esses processos bem organizados, será mais fácil se adequar.

 

Acione o seu departamento jurídico

 

Caso você não tenha um departamento jurídico, vale a pena contratar um advogado ou escritório especializado para saber se alguma parte do seu processo precisa ser revista. A partir disso, conhecendo o cenário atual do seu negócio bem como as bases legais, é possível montar um planejamento para se adequar à lei.

 

Defina os agentes responsáveis pelo tratamento de dados

 

A lei diz que as empresas precisam ter agentes de tratamento de dados. Portanto, você precisa definir quem serão seus controladores e operadores. Podem ser profissionais do seu próprio time. Caso você não encontre o perfil ideal ou não tenha capital humano suficiente, a melhor opção é contratar mão de obra terceirizada.

 

Capriche no relacionamento com o cliente

 

Além de adotar as medidas citadas anteriormente, é imprescindível que o seu negócio estreite os laços com clientes e consumidores. Mantenha um diálogo aberto facilitando o contato das pessoas com a sua empresa. Lembre-se que os principais objetivos da LGPD são aumentar a transparência por parte das empresas e a segurança dos dados pessoais dos usuários. Portanto, faça com que seus clientes se sintam seguros.


E aí, o que achou do nosso artigo sobre Big Data e LGPD? Esperamos que tenha gostado. Agradecemos sua leitura. Até a próxima!

 

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